sexta-feira, 4 de setembro de 2009



Dezessete do sete


Em seu aposento,
Toda libidinagem

Até o gargalo

E tudo que não convém,

No ralo.


Todo másculo, enérgico,

Abrasador.

E ativado meu carpelo,

Em carícias pungentes,

Pousa pêlo no pêlo.


Um corpo assaz,

Vertendo sem cessar,

Seja mordaz comigo!

Faça desse corpo descarnado

Teu abrigo.


Mas se eu alavancar

E der a cara a tapa,

Quem concederá aval?

E no âmago,

És pavoroso ou celestial?


Mando-te uma orelha,

O que for, aceito.

Resguarda-me, depois solta.

Espero.

Que horas você volta?

6 comentários:

Priscila disse...

Eu sempre digo que você precisa escrever um livro hsuahsuhS

Priscila disse...

Neega, minha poetisa APLAUSOS para você.

Gabriel disse...

Como não sou você me aproprio do Leminski:

calma calma
logo mais a gente goza
perto do osso
a carne é mais gostosa

Glauco Geremias disse...

hum... o que seria do mundo sem VC?
um local com pseudo chatos, rastejando feito vermes...

que escrita!!
um dia ainda te conheço pessoalmente,
vamos ver se vc é tão boa quanto escreve.


abraço!!

Valmir disse...

Puts! Que dor no meu coraçãozinho! tô besta.
parabéns!

Leonardo disse...

volto a hora que você me chamar!
não?!